Como chegar no Circuito mágico del agua (que é mágico mesmo) em Lima e como é o passeio

Um dos passeios mais recomendados em Lima é o “Circuito mágico del água”. E a fama faz sentido: o negócio é bonito mesmo. Vamos entender agora então como exatamente é o passeio no Circuito lá no Parque de la Reserva, como chegar, o que tem pra comer, e se você gostaria ou não de ir (daí se você achar que não iria gostar, já pode riscar do seu roteiro e ganhar tempo pra fazer os outras 15 passeios recomendados em Lima aqui). 

Primeiras impressões do Circuito mágico del água em Lima:

Quando a gente chegou no Parque de La Reserva, rolaram vários “Uou”. O primeiro foi: “Uou, como esse lugar tá cheio”.

Era um feriado, e acho que nunca vi um parque tão lotado na vida.

Mas aí o “mágico” no nome já começou a se justificar: estar tão cheio não atrapalhou em nada a experiência. A fila pra comprar o ingresso tava assustadora (virava a esquina), mas chegou bem rápido na nossa vez (isso por si só já foi mágico).

Foi tão rápido que chegando lá, não estávamos preparados pra um ingresso TÃO BARATO (outra coisa mágica), e só tinhamos nota grande pra pagar (“só ter notas grandes”: algo que eu gostaria de considerar como “problema” mais vezes).

fonte circuito magico das aguas4
parece lava, né? quem gosta de posar de radical pode tirar uma foto aí, cortar só a parte da água laranja e colocar de legenda “eu aventureiro na beira no vulcão kilauea”

E quando a gente entrou no Parque de la Reserva, os “uou” foram se repetindo. “Uooou, como esse lugar é grande”. “Uoou, como esse treco é lindo”. “Uoou, como aquele treco ali é mais lindo ainda”. “Uoou, como esse treco é divertido”. “Uooou, como eu molhei minha meia”. “Uoou, como eu tô passando mal, com frio e cansada, vamo pegar aquele trenzinho ali, por favor” (lá tem um trenzinho que corre quase todo o parque, provavelmente mais destinado às crianças, mas eu tava louca pra entrar nele).

Com que roupa ir pro Circuito mágico del água?

Essa é uma dúvida bastante válida sobre o Circuito, já que é um lugar em que você corre risco de se molhar bastante (ou não se molhar nada, se você for “comportado”).

A gente foi logo de casaco impermeável e capuz porque sabia que ia acabar brincando nas águas. Não tem quem brinque lá e não se molhe, então a menos que alguém queira ficar molhado, é bom ir de sei lá, guarda-chuva, capa, ou qualquer coisa parecida.  E não tem muito motivo pra alguém querer ficar molhado porque: 1. Vai passar frio. 2. Muito frio. 3. Muito frio não é legal.

(Uma ideia é se molhar, mas levar uma roupinha seca na mochila/bolsa pra botar depois).

A beleza do Circuito mágico del água:

Lá rendeu cada visão bonita… As águas subindo, iluminadas, coloridas, enormes, e a música ao fundo… é um negócio realmente impressionante. Tem também fontes em que você pode brincar – e se for bocó como eu, molhar todo o tênis e a meia, quando já tá meio doente e piorar sua situação.

A gente já tinha se esbudegado no deserto dias antes, e eu tava bem delibitadinha esse dia. O que dá ainda mais pontos pra esse lugar: achei incrível mesmo estando doente e consequentemente indisposta. Se estivesse um pouco menos mal, provavelmente ia ter curtido ainda mais.

Ah, e o Circuito Mágico del Água é um passeio bem acessível, bacana demais. É plano, tem bastante rampa, vimos cadeirantes se divertindo à beça por lá, e também tem cadeiras de rodas disponíveis no próprio parque caso alguém precise.

fonte3

Ricardo foi num labirinto de águas, e mandou bem demais. Era um labirinto em que você tinha que chegar (tentar) no centro sem se molhar (ler com o tema de missão impossível ao fundo). Eis que ele CONSEGUIU vencer um labirinto de ÁGUAS e SEM SE MOLHAR mesmo. Até eu que tava só filmando fiquei molhada, menos ele. Alguém realmente deveria dar uma medalha pra ele lá, mas não tinha ninguém premiando no momento.

el gato y la fuente
el heróe del laberinto

Quando tentei brincar no exato mesmo labirinto, molhei todo meu tênis em 9 segundos.

“Aviso importante” do Circuito Mágico:

Vale mencionar, pra quem tiver tirando foto ou filmando nessas fontes mais interativas, que rolam uns jatos d’água “SURPRESA”, e a SURPRESA pode ir direto na sua cara/câmera.

bule de graminha no circuito magico das aguas

E se eu sentir fome no Circuito mágico?

Lá – graças a Deus – tem barraquinha vendendo coisa pra comer. Pelo menos umas 3. Vendiam “salchipapa” e esse tipo de lanchinho, num preço médio de 6 soles. Tem também umas moças que ficam vendendo pipoca em saquinhos pelo parque, a 1 sol. É bem gostosinha a pipoca. Lembrei agora que vi um BALÃO do Deadpool vendendo por lá também, tão legal, que deu vontade de comprar mesmo (“uhh, que compradeira ela”)…

O parque tem também um túnel de água, que deve ser a atração mais lotada do lugar.
Nesse túnel sempre tem um pateta que vai botar a mão na água e espirrar ela em todo mundo. Eu inclusive fui um desses patetas em algum momento, não resisti. :V

fonte circuito magico das aguas no parque de la reserva
la sin verguenza

Depois de rodar o parque todo (nisso eu já tava pedindo arrego, o Parque realmente é enorme e eu lá me sentindo com -1 de HP pela febre), seguimos pra difícil missão de pegar um táxi a preço justo de volta pra nossa casinha em Miraflores (que escrevi um post a parte, de tão gostosa que era, e do tanto que o nosso anfitrião foi um anjo em 1000 momentos durante a viagem, vale a pena ler). Os taxistas estavam todos muy malandros e irredutíveis, querendo cobrar mais de 20 soles na volta, sendo que tínhamos pago 16 na ida. Negociamos e fechamos por 18 (outra dica importante de Lima: sempre negociar com taxistas), e chegamos direto pra desmaiar na cama (eu tava bem mal, mas bem mal mesmo, tremia de frio, respirava mal e me sentia febril).

Esse negócio de barganhar táxi lá rende sempre uma sensação de vitória. Até se você só economiza 2 soles fica “EBA, GANHEI!”.

Ainda que eu estivesse tão esbudegada, valeu a pena demais ir no Circuito. Numa próxima oportunidade não-esbudegada voltaria à Lima e ao Parque, e faria tudo de novo (inclusive molhar a meia).

tunel de agua no circuito magico parque de la reserva

No outro dia a gente acordaria bem cedo pra viajar pra mais lugares que nos renderiam visões lindas (se for uma pessoa curiosa, você pode descobrir qual foi o próximo destino aqui). O Peru é safado demais… vai deixar tanta saudade e nos fazer ter que voltar umas 40 vezes.

Gusmon y Raul en Circuito magico das aguas
Gusmão e Raul também curtiram as fontes no Circuito das luzes

E pra fechar com chave de ouro, finalizo o post com esse rei do labirinto ensinando como caminhar pela água sem se molhar:

el heroe del laberinto del agua passando ileso
repara que tá todo mundo desesperado e ele lá numa nice

Compilado de dicas úteis do Circuito mágico das águas em Lima:

1. Como chegar no Circuito Mágico del Água em Lima?

Fomos de Uber, e deu uns 16 soles, saindo de Miraflores. Tem bastante uber em Lima, e o serviço é muito bom. Pra voltar pegamos um táxi, que só depois de muita negociação deixou por 18 soles. A maioria vai querer cobrar um pouco mais. 

“E por que não voltaram de uber do Circuito, seus bocós?”

Ir de uber é tranquilo, mas na volta é mais complicado. Fica um amontoado de gente e de táxis por ali, e “encontrar” o uber se torna uma missão difícil no meio daquilo tudo. A volta também fica mais cobiçada, já que todo mundo tá chamando uber lá dentro, e o preço ficaria mais caro de toda forma. Mas a ida, como disse, é bem sossegada.

Quanto custa o passeio do Circuito Mágico del Água? Precisarei vender um rim? 

Nem esquenta a cabeça, é pechincha demais, tipo uns 4 soles. Se for pagar estacionamento, bota 10 soles a mais aí na conta.

O passeio do Circuito Mágico é acessível?

Sim, o parque é bem plano, tem rampas, e possui cadeiras de rodas próprias caso alguém necessite. Vimos muitos cadeirantes se divertindo por lá.

Que dias posso ir ao Circuito?

Fica aberto de terça à domingo (feriados também), das 15:00 às 22:30. Se você puder, claro, recomendo que evite os fins de semana, porque fica obviamente cheio pra caramba.

Qual o melhor horário pra ir no Circuito Mágico?

De noite, pra ver as fontes iluminadas. Mas se puder evitar feriado e fim de semana, evite mesmo, porque fica assustadoramente cheio (nada que vá te impedir de se divertir, vai ser legal de todo jeito, mas o parque mais vazio deve ser bem mais bacana).

Tem onde comer no Circuito? Vou morrer de fome?

Tem sim, uns quiosquinhos que vendem lanches a preços bem baratinhos, além de moças vendendo pipoca a 1 sol na fila das atrações.

O que levar pro Parque de la Reserva?

Se você quiser brincar pra valer nas fontes, VAI se molhar, então é bom levar uma roupa pra trocar (ou um casaco impermeável ou capa de chuva logo). É bom lembrar que sua meia vai molhar também, coisa que me aconteceu bem rápido.

Bizu importante do Circuito Mágico das águas: 

Algumas fontes (as mais interativas) jogam um belo jato d’água do nada na sua cara, quando você menos espera, então cuidado com a sua câmera.

Espero que o relato tenha te ajudado a encaixar o Circuito Mágico das águas no seu roteiro em Lima, porque vale muito a pena (me conta se você for/foi no Circuito mesmo!). E querendo mais dica sobre o Peru e Lima, tem mais aqui. Qualquer outra dúvida pode mandar nos comentários!

Aproveitando que vai pra Lima, leia agora: O que fazer em Lima, além de obviamente se esbaldar com a comida incrível: 15 passeios lindos (e baratos!)

7 comentários sobre “Como chegar no Circuito mágico del agua (que é mágico mesmo) em Lima e como é o passeio

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