Oásis de Huacachina: comer muita areia vale a pena

Huacachina foi um dos pontos mais divertidos e emocionantes do Peru, se não o mais. Eu só não digo com absoluta certeza porque teve tanta emoção (tipo pensar “É AGORA QUE VOU MORRER, ADEUS” em mais de 10 ocasiões) nessa viagem que não dá pra medir com precisão.

Visualiza um oásis no meio do deserto peruano, que além de ser obviamente agradável aos olhos, te permite descer dunas de mil metros (não resisto à hipérbole) numa prancha a toda velocidade, comer muita areia, ter sua câmera destruída pela combinação de areia+vento forte incessante, precisar de pelo menos 4 banhos seguidos pra tirar toda a sujeira (que vai inevitavelmente ficar) impregnada no corpo, e ainda assim, sair de lá pensando que valeu a pena e que você quer voltar pra fazer tudo de novo.

dunas de huacachina 2

Como chegar em Huacachina?

Começando pelo principal, afinal você precisa chegar lá antes de qualquer coisa: fomos de Cruz del Sur (recomendadíssimo) partindo de Lima, numa viagem que deve durar aproximadamente 5 horas. 

Você pode comprar a passagem com antecedência pelo site da companhia, aqui.

Os ônibus saem de dois terminais em Lima: Javier Prado e Plaza Norte. Aí depende de onde você estiver hospedado. Se você estiver em Miraflores, o terminal mais próximo provavelmente é o Javier Prado, mas dá uma checada da distância de onde você tá no Google maps, pra confirmar.

Não tem ônibus direto pro oásis: a parada mais próxima é em Ica. Mas chegando lá, não tem mistério: pega um tuk tuk ou táxi pra Huacachina – ou se hospeda em Ica mesmo, e faz seus passeios pro oásis!

Chegando em Huacachina

A emoção nessa parte da viagem já começou assim que saímos do ônibus na cidade mais próxima do oásis.

Mal colocamos os pés no terminal e um moço simpático imediatamente se aproximou, se apresentando como taxista oficial, e nos dizendo o preço dele (que era mó pechincha) pra Huacachina.

Acreditamos na “oficialidade” do taxista, já que ele tava todo vestido de “taxista oficial” mesmo, mas quando ele foi nos levando pro “táxi” no estacionamento do terminal, chegamos à conclusão que estávamos prestes a ser sequestrados e morrer dentro de no máximo 45 minutos. Aquele carro dele definitivamente não era um táxi, e menos ainda oficial.

Assim que o “taxista” abriu o porta-malas, minha companhia de viagem virou pra mim rindo, e perguntou se já era o momento da gente começar a se despedir. E eu ri, com aquele pedaço no fundo de mim na verdade querendo que a gente saísse correndo.

Um final feliz

Mas táxis muito estranhos que definitivamente não parecem táxis são muito comuns em todo Peru, e graças a Deus não só saímos vivos disso, como nos demos bem, porque o “””taxista oficial””” era um cara bem legal, que aliás tinha um celular com o toque do Guile de Street Fighter, e nos ajudou demais a decidir sobre alguns passeios que faríamos nos próximos dias. Esqueci o nome dele, mas caso um dia ele leia, obrigada, moço do táxi que definitivamente não era oficial.

areia no olho em huacachina
cara de quem tá feliz por estar viva (e tem areia voando sem parar no olho)

Onde se hospedar em Huacachina?

Decidimos nos hospedar no próprio oásis em vez da cidade que fica a alguns km dele, e definitivamente valeu a pena. Pra todo lado que a gente olhava tinham dunas enormes nos rodeando e dizendo “olá, somos lindas e divertidíssimas”.

Ficamos no Mossone (joga o nome no booking por esse link que você acha fácil), que ao que tudo indica é a melhor opção possível.

Desde que cismei “TEMOS QUE IR PRA HUACACHINA” dei uma pesquisada insana em todas as opções disponíveis, e parece que encontrar um lugar que ofereça concomitantemente água quente, banheiro privativo, quarto silencioso, preços não exorbitantes e ar condicionado no oásis é uma raridade e um privilégio sem fim (não me admira, a gente tá no meio de um deserto), e o Mossone tinha tudo isso e mais um pouco.

Quem quiser pode até ficar na cidade próxima (Ica), que tem muito mais opção de hospedagem, com muito mais infra e provavelmente preços melhores já que a concorrência é maior, mas a gente optou por ficar no oásis pra sentir ao máximo a experiência.

por do sol em huacachina
abobada com o pôr do sol nas dunas

O Mossone é um casarão colonial bonitasso, com quartos simples, desnecessariamente grandes e cama confortável, climinha gostoso, e bem no meio das dunas do deserto, o que rende um visual sem igual.

Todos os quartos ficam no térreo, sem problemas pra quem tenha dificuldade com escadas – e eles também tem uma cadeira de rodas própria lá caso seja necessário. A percepção da necessidade de acessibilidade no Peru aliás é um negócio realmente inteligente, todo país devia seguir o exemplo.
Obviamente deve falhar, e muito, e em muitos casos, mas aqui no Brasil não vejo quase nenhum lugar sequer tentando pra chegar a ter a oportunidade de falhar.

DM hotel Mossone em Huacachina
Os quartos do hotel na verdade são meio que DOIS quartos, porque são divididos em 2 áreas, separadas por uma porta com tranca: uma com uma cama de solteiro, e outra com uma cama de casal (ou 2 de solteiro se for o caso). É bem interessante pra casal que vai com filho, ou grupos de 3 ou 4.

dm hoteis mossone no oásis de Huacachina

Café da manhã, recepção e funcionários do Mossone:

Quando chegamos eles nos ofereceram pisco sour de cortesia no bar (um bar que também é bem bonito, aliás, tirei umas fotos mas não fizeram jus) e óbvio que Ricardo teve que tomar os dois sozinho, porque não aguentei nem 1/3 do meu (eu não bebo, então definitivamente não tô acostumada com aquilo tudo de álcool).

Os funcionários eram todos, em regra, muito simpáticos e solícitos, apesar d’eu ter lido umas mil reclamações na internet (na verdade li mil reclamações sobre absolutamente todas as opções de hospedagem em Huacachina, acho que o pessoal anda meio de mau humor).

Uma das coisas mais legais é que eles oferecem o café da manhã a partir das 6:00, o que é uma BAITA mão na roda pra quem tem que acordar pateticamente cedo pra fazer uma porrada de coisa (e era nosso caso – e deve ser o caso de 90% dos viajantes que tão lá).

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Como reservamos o hotel?

Reservamos, pra variar, pelo booking. O site afirma ter os melhores preços, além de uma abundância de opções pra todo lugar que você for.

Aliás, busque e reserve seu hotel em Huacachina ou Ica (ou qualquer lugar nesse planeta) no booking por esse link, que o 1 viagem, 2 visões ganha uma comissão com isso, que ajuda a manter o blog e as dicas, e você não vai pagar nada a mais por isso (ajudar o blog vai ser só um bônus).

O que fazer em Huacachina?

O ponto alto de ir pro oásis SEM DÚVIDA NENHUMINHA é o passeio nos carros areneros, que sobem e descem a toda velocidade essas dunas, e te deixam no topo delas pra fazer sandboard.

Os preços variam um pouquinho, mas ficam ali por volta de 45 soles. Se a pessoa for alugar equipamento pro sandboard ou fizer questão de todo um aparato mais high tech deve ficar mais caro.

A areia do deserto de lá é fofinha (diferente do deserto de Paracas), e tem uma cor meio misturada, de “cor de areia” mesmo com preto, e as dunas são muito, muito altas. Sério, que negócio divertido!
Não tenha nenhuma dúvida e se puder DESÇA aquelas p*rras numa prancha!

por do sol dunas de huacachina 3
weee

O pulo do gato é passar cera na parte de baixo da prancha pra deslizar muito mais rápido, mas evitando exagero nessa cera aí. Ricardo, no entanto, deve ter passado o equivalente a 15 velas inteiras na prancha dele.

passando cera na prancha de sandboard em huacachina

sandboard em huacachina cera na prancha 1

Subimos as dunas num horário próximo ao pôr do sol, o que nos permitiu ver o anoitecer e as luzes do oásis lá de cima. E é bonito pra caramba.

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weeeee (2)

huacachina-de-noite-por-do-sol

Onde comer em Huacachina?

Todos os restaurantes por lá tem os preços bem justos (na verdade são quase INJUSTOS de TÃO BARATOS, ainda mais pra gente que vai com o padrão do Rio de Janeiro na cabeça) mas acho que o que mais se destacou foi o “La Casa de Bamboo“.

Pedimos um risoto de quinoa e uma macarronada lá que esqueci o nome e era deliciosa. Mas o ponto alto do lugar mesmo é o ambiente: bem peruano, simples, aconchegante (e de bambu, o nome não é à toa), e tocando música andina eternamente.
Fica a uns 5 minutos a pé do Mossone, numa ruazinha de trás do Oásis. Aliás, acho que lá tudo fica a uns 5 minutos a pé.

Agora, pra quem tá duvidando do potencial que a combinação de vento forte+areia sem fim tem pra destruir uma câmera, isso aqui é o que aconteceu com a câmera do Ricardo:

p1120647-copia

(Daqui a um tempo vou editar esse post e colocar muito mais foto e informação, mas por enquanto vou mandar esse pela metade aqui, senão acabo não postando nunca!)

Esse post te ajudou a montar seu roteiro/ficou com alguma dúvida? Pode mandar nos comentários! E pra ler mais relatos e dicas sobre o Peru, é só checar os posts aqui.

7 comentários sobre “Oásis de Huacachina: comer muita areia vale a pena

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