Brasília: o que fazer nessa cidade que não tá nem aí pros pedestres

Apesar de Brasília ser uma cidade não exatamente “pedestre-friendly“, como comentei no post sobre como viver sem carro por lá, lá tem bastante coisa pra se ver e fazer.

O céu (meu Deus, aquele céu), o Congresso, o Itamaraty, os Palácios da Alvorada, Planalto, e Jaburu, a PGR (nossa senhora, que prédio destruidoramente lindo), e o STF são as coisas que vem geralmente na cabeça assim que se pensa em Brasília.

E ainda tem a Catedral Metropolitana, Pontão do Lago Sul, Torre de TV, Lago Paranoá, Praça dos três poderes e o Santuário Dom Bosco, que também tão lá em cima no top das pessoas.

A boa notícia é que fica (quase) tudo bem juntinho.

Quer dizer, em Brasília nada exatamente é “bem juntinho”, parece até piada falar um negócio desse, já que tem aquela questão de espaços sempre enormes pra serem caminhados, e sem nenhuma árvore pra fazer sombra na nossa cabecinha.

Lá a gente tava exposto ao sol o tempo todo (voltamos os 2 tostadinhos – e no meu caso “tostadinha” é eufemismo pra “insolação horrorosa”). As árvores são todas muito solitárias e distantes umas das outras, dá quase vontade de abraçar as coitadas tão sozinhas.

P1100387
“Onde está minha família? Me sinto tão só”, disse ela

Eu só não entendo quem coloca a Ponte JK como ponto a ser visitado, porque não é como se você realmente precisasse visitar uma ponte (nem tem como, a menos que você queira ser atropelado). De quase todo lugar que você olhar, a ponte tá lá, visível e te dando tchauzinho.

Dá pra fazer SUP no Lago Paranoá e chegar mais perto dela, o que é bem válido, até porque SUP é sempre bem válido até no Alaska.

E PLOT TWIST agora, pra quem acha que jamais conseguirá fazer tantas coisas em Brasília: No pontão do Lago Sul, você já tá vendo o Lago Paranoá e a Ponte JK. Na Praça dos três poderes, já tem por óbvio o Palácio do Planalto, o Congresso e o STF. Pronto, matou 6 sem sentir.

congresso nacional em dia nublado
Congresso Nacional em um dia nublado e maisomeno

Andando mais um pouco (mas lembrando que em Brasília andar nunca é pouco) você chega nos outros pontos. O MPF é o mais distante disso aí (e Deus do céu, como é lindo…), e o Itamaraty vale um passeio por dentro, que vai te exigir mais tempo. E da torre de TV, você vê quase absolutamente tudo que foi listado, incluindo aí também o Mané Garrincha.

“É coisa demais pra fazer, não sei por onde começo!”

Eu diria pra quem tá com pouco tempo começar já pela Torre de TV (que tem uma fila safadinha, é bom estar disposto a aguardar um tempo em pé), que você já começa tendo uma visão geral bem bacana da cidade.

É como ver lá de cima um mapa completo de uma dungeon que você tá prestes a encarar, o que é sempre útil.

Mas não gosto quando dizem o que a gente “deve” fazer em qualquer lugar, então negócio é fazer o que quiser, na ordem que quiser, e se não quiser fazer nada e só comer tapioca olhando o céu tá ótimo também.

melhores momentos
Trio eletrizante aprontando mil e uma confusões que até Deus duvida

E por falar em tapioca…

Onde comer em Brasília?

De todos os cantos que a gente comeu, o mais bacana foi o Zimbrus Surf Food, no Pier 21 (onde aliás o transfer do Hotel Royal e Golden Tulip deixa de graça), que tinha uns pratos muy gostosos e uns suquinhos que minha nossa senhora (Ricardo mandou muito bem nas misturas que inventou).

Lá tem essa opção de você “montar” seus próprios sucos, e saiu cada coisa mágica disso, que a gente quis voltar todos os dias e inventar um treco novo.

Catedral
Esses são os anjos na Catedral Metropolitana, p*ta negócio lindo
congresso nacional visto da torre de tv
Essa é uma das mil vistas possíveis da Torre de TV
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Esse é um túnel com uma carinha arrasada, ALGUÉM DÊ UM ABRAÇO NELE
luzes do pontão do lago sul
Essas são as luzes do Lago Paranoá durante a noite – que aliás tem um ventinho gelado de lascar, é bom levar um casaco
casal fanfarrão com filtro
Essas são 2 pessoas morrendo de frio, mas disfarçando bem
SAM_07762
el fotógrafo, desconfiado, e um céuzão pra todo lado que se olha
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Esse é um pombo brasiliense muito elegante
catedral metropolitana em dia nublado
Essa é a Catedral Metropolitana de Brasília, e 2 pessoas que não conseguem abrir os olhos direito na frente dela

mais detalhes da catedral metropolitana de braslia

pedacins de braslia com instax

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Foi em Brasília que a gente viveu provavelmente um dos momentos mais surreais das nossas vidas envolvendo interação com outros seres humanos. Em determinado momento, eu caí (ler: voei) de uma escadaria (contei bem mais sobre isso e o desfecho da história aqui).

Até aí nada de surreal, porque me esbudego em toda cidade que passo. Acontece que enquanto eu tava caída imóvel no chão, e Ricardo abaixado desesperado achando que eu nunca mais andaria, um rapaz se aproximou pra “nos ajudar”.

Mas o rapaz não queria nos ajudar.

Ele queria apenas comentar que estávamos muito sexy (sic) naquela posição, e perguntar se a gente topava fazer alguma coisa “a três” com ele.

Fim.

pontao do lago sul brasilia
não tenho nada mais surreal do que essa história pra contar agora, então vou só meter essa foto aqui e finalizar o post

Quem tiver alguma dúvida ou quiser reclamar que deixei de mencionar algo importante da cidade no post (sem dúvida deixei), pode mandar nos comentários!

E se você quiser ver mais posts sobre lá, confere o Como raios sobreviver sem carro em Brasília também!

Qualquer coisa segue também o 1 viagem, 2 visões no facebook e no instagram!

Um comentário sobre “Brasília: o que fazer nessa cidade que não tá nem aí pros pedestres

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