O que uma oração surgida em Roma em 524 d.C é capaz de transmitir ao mundo todo em 2020

Olha que interessante: séculos atrás (não se sabe quantos) se espalhou pelo mundo uma oração que costumam chamar de “oração da serenidade”.

Essa oração se modificou bastante ao longo de anos, mas atribuem sua criação a um filosófo nascido em 480 d.C em Roma. Ele orou enquanto estava na prisão, aguardando a morte. Na verdade, ele escreveu um livro inteiro na prisão enquanto aguardava a execução por ter sido julgado como traidor do Império. Esse aqui:

A consolação da Filosofia, Boecio
A Consolação da Filosofia foi escrita nos últimos dias de vida de Boécio.  O livro tá disponível em e-book  pela metade do preço na Amazon. Na imagem: o último adeus de Boécio e a família dele, por Jean-Victor Schnetz

Mas há também quem diga que a “oração da serenidade” surgiu de um teólogo protestante, de soldados canadenses na 2ª Guerra ou de um ET encontrado no Egito, então realmente não dá pra saber onde e quando ela veio. Vamos ficar com a teoria de que é do Boécio por enquanto, porque é o registro mais antigo que a gente tem.

Fato é que a oração se difundiu depois da Segunda Guerra Mundial, e isso faz muito sentido quando a gente presta atenção ao que ela diz (e outro fato é que ela é linda):

“Conceda-me, Deus, a serenidade para aceitar aquilo que não posso mudar, a coragem para mudar o que posso, e a sabedoria para discernir entre as duas. Vivendo um dia de cada vez, apreciando um momento de cada vez, recebendo as dificuldades como um caminho para a paz (…)”

Tendo uma fé ou não, essa oração de 524 d.C  provavelmente é a melhor síntese do que a gente também precisa agora em 2020.

E pra tentar vivê-la (e não só orá-la), o ideal é evitar consumir notícias negativas em excesso, uma vez que destroem nossa serenidade, porque somos incapazes de mudá-las. Além disso, o medo que o excesso de notícias nos causa pode nos paralisar, nos impedindo de mudar aquilo que podemos.

Se a gente percebe que muitas notícias estão nos paralisando, sufocando, desesperando, talvez seja hora de consumir notícias/livros/filmes/atividades em casa que elevem o espírito também, tragam a serenidade de volta dentro do possível. Até porque notícias desesperadoras estressam, e o estresse faz o quê? Diminui a imunidade.

Chega a ser estranho entrar na Netflix e dar de cara com um Top 10 de séries e filmes mais assistidos no momento, que são todos de pandemias, tragédias e cenários pós-apocalípticos, porque esse é um conteúdo que as pessoas realmente não estão precisando consumir tanto assim no momento. O cérebro absorve tudo que vemos, nos gerando emoções muito reais, mesmo quando vemos algo irreal. E todo mundo já está suficientemente afetado pela realidade, e não precisaria se afetar negativamente ainda mais com a ficção, se auto-infligindo mais sensações ruins, mais medo, mais pânico e mais ansiedade.

O mesmo ocorre com o excesso de notícias desesperadoras que se alastram feito o próprio corona.

O que concluímos então disso tudo aí?

É bom ajudar a divulgar informações úteis sobre o corona, incentivar o isolamento, formas de se proteger e proteger o próximo, mas evitar espalhar notícias puramente assustadoras. Informar, não apavorar. E agradecer a Deus por toda serenidade que a gente conseguir ter e transmitir a cada dia (mesmo que às vezes seja pouca).

Essas notícias estritamente desesperadoras e não informativas também são como o vírus, se espalhando facilmente, adoecendo a mente das pessoas. Bora impedir a propagação?

 

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