O lado ruim da Bolívia (ou “dicas pra se lascar menos do que eu na viagem”)

Desde o momento em que botei os pés na Bolívia, até agora, enquanto escrevo esse relato no vôo de volta pra casa, eu não tô sabendo definir o que senti pelo país.

Oscilei entre encanto e espanto, entre interjeições de “uau!” e “credo!”, “que coisa linda” e “que coisa horrível”, entre medo (medo mesmo) e alegria.

dicas da Bolívia
esse lugar aí foi um dos momentos em que soltei o “uau”

Claro que a sensação que vai permanecer é a gratidão por ter a oportunidade de conhecer o país, ver coisas tão lindas e viver momentos marcantes e de muita descoberta com uma companhia incrível.

Acho que dá pra dizer, em síntese, que a Bolívia me surpreendeu muito, pro bem e pro mal.

o lado ruim da Bolívia
feliz da vida numa das baitas descobertas lindas pra caramba em Santa Cruz (falei mais sobre aqui)

Mas embora eu tenha muito mais a agradecer do que reclamar, nesse relato vou contar do lado ruim da Bolívia, que é só pra preparar qualquer pessoa que esteja indo pro país, com as dicas que me fizeram falta.

Já adianto: eu fui especialmente azarada na viagem. Tem gente que tem muito mais sorte no país. Então não desista de ir pra Bolívia pelo que falo a seguir. Separa esse outro relato aqui em outra aba pra ler depois, porque nele contei só sobre um lado bom.

O que mais me impressionou na Bolívia:

A Bolívia é abençoada com paisagens encantadoras e com um dos ecossistemas mais ricos do mundo. Do deserto de sal você já deve saber, do lago Titicaca também. Mas até urso tem lá. Eu não fazia a menor ideia disso. Mais especificamente um urso de óculos, o que é ainda mais mágico.

o lado bom e o lado ruim da bolívia urso de óculos.jpg
o urso estiloso de rayban que você encontra pela Bolívia (foto da wikipedia, porque até parece que eu chegaria tão perto de um urso pra tirar foto)

Tem também muita cachoeira linda, paisagens que misturam deserto com pampa e lagos formados pela água das chuvas, parques nacionais gigantes, samambaias gigantes… enfim… tem de tudo.

dicas da Bolívia
uma das cenas da Bolívia que mais inspiram gratidão por ter ido

Ocorre que, embora abençoado na diversidade, o país foi condenado pela mão de homens que detém o poder de forma corrupta (corrupção que também se estende a outras autoridades, como alguns policiais no país que me renderam uns momentos de desespero), pela pobreza, pela falta de acesso ao mar, pelo despreparo e a não receptividade ao turismo e pelo sofrimento estampado no rosto de boa parte das pessoas – que por sinal não tem muito o hábito de sorrir.

E já que falei na falta de sorrisos…

O primeiro lado ruim (e primeira dica) da Bolívia: a falta de preparo – e de vontade – pra receber o viajante

Apesar de tão cheio de beleza, o país também é cheio de pessoas que parecem nem querer turistas lá pra contemplar essa beleza toda – claro que tem exceções incríveis, e falo delas no relato sobre o lado bom da Bolívia, que tá vindo aí.

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Isso aí é um pedacinho do lado leste da Bolívia. Apesar de horrorosamente lindo, é um lado não tão visitado do país, porque muitos daqui não sabem valorizar as próprias paisagens e explorar o campo do turismo como poderiam (palavras de um próprio boliviano desabafando, aliás). E também porque não tem o Salar de Uyuni, nem o lago Titicaca _ Tô com tanta coisa pra contar dessa viagem, coisas muito boas e coisas muito ruins (algumas que me fizeram chorar feito cachorrinho bocó assustado) que no momento vou só resumir tudo com essa foto aí, senão meu dedo cai de tanto escrever. Só olha esse lugar. Olha esse lugar! Olha esse lugar!!! Me lascando/me apaixonando na Bolívia – parte 1 ("To be continued") 👉 #1viagem2visoesBolivia

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Mas alguns bolivianos fazem você sentir como se não fosse bem-vindo naquela terra linda. E você quer conhecê-la, mas percebe em atitudes ou na própria expressão facial e na ausência de sorrisos que eles estão só “deixando” você estar lá.

A rispidez já na chegada:

A primeira cena mais marcante, logo na chegada no aeroporto (aliás, já tem um relato completo só de tudo que passei no aeroporto Viru Viru aqui), foi a de bolivianos fardados sisudos, barrando e interrogando de forma grosseira homens que usavam turbantes.

“¿Qué hacen en Bolivia?”

Os “interrogados” eram indianos, que tentaram entoar um “vacaciones” com dificuldade.

Pessoas que provavelmente só queriam contemplar as belezas do país e injetar dinheiro na economia deles, mas tratados como terroristas certeiros e como persona non grata.

Todos que saíram do avião seguiram normalmente o caminho na fila longa e demorada da imigração. Menos os indianos, que foram separados num banco em frente ao banheiro e interrogados.

Antes de finalmente nos livrarmos da fila (que por sinal, já falei que foi longa e demorada?), dei uma última olhada pra trás, e os indianos continuavam “presos” no mesmo banco, tentando forçar um sorriso pros bolivianos fardados, que retribuíam com olhar fuzilante e mil perguntas em espanhol (o que resultava em falha de comunicação com indianos). Apesar de se esforçarem pra falar alto e pra engrossar a voz, os bolivianos não se esforçavam pra serem entendidos – e menos ainda pra entendê-los.

Foi a primeira vez que presenciei uma rispidez tão grande no tratamento de viajantes na América do Sul. Na maioria dos países por aqui, você se sente acolhida. Como exemplo, é só lembrar da Colômbia, na qual babei pra caramba aqui. E toda a “latinidade”, de forma geral, é muito associada a um povo mais caloroso e receptivo.

Mas na Bolívia, me senti uma intrusa a maior parte do tempo.

Acho que intrusa é realmente a palavra que define melhor. E se foi como me senti, imagino aqueles indianos.

“E você, saiu ilesa dos bolivianos sisudos no aeroporto?”

Mais ou menos. Assim que cheguei lá, um boliviano vestindo verde militar, possivelmente leitor do livro “piores formas de falar com turistas chegando no seu país”, se aproximou com cara de quem eu poderia jurar que acabou de comer um pão mofado, e da forma mais ríspida que conseguiu, me mandou largar o celular, porque era proibido usar ali na fila.

Fila que, como já disse, era colossal. E lenta.

Agora imagine o que é ficar numa fila colossal (e lenta), sem poder mexer no celular, nem pra dar notícia que chegou de viagem pra sua mãe hipertensa que já deve estar tentando contactar a S.W.A.T pra averiguar seu desaparecimento na Bolívia.

A ironia é que tinha wi-fi na fila (ainda tô tentando entender pra que, se ninguém pode pegar o celular), e uma funcionária boliviana ainda me passou a senha segundos antes dessa bronca.

Enquanto escrevo isso e recordo, concluo que ela provavelmente passou o wi-fi pra rir da minha cara, sabendo que eu levaria bronca 45 segundos depois, enquanto tentava colocar a senha.

Então já deixo como dica: evite usar seu celular na chegada, a menos que você já queira experienciar sua primeira bronca boliviana.

E já esteja preparado pro aparente “mau humor” boliviano no aeroporto. É normal, não é nada pessoal. A não ser que eles tenham algum problema só comigo e com indianos.

[Leia: Um relato sofrido de como é o aeroporto Viru Viru em Santa Cruz de La Sierra, Bolívia]

Outro lado ruim (e a segunda dica) da Bolívia:

Pra acrescentar mais tons de complicação, a Bolívia também é conhecida como o país onde quase todo turista tem uma infecção alimentar. Seja por conta da falta de higiene, seja pelos alimentos que não estamos acostumados. Só sei que muita gente passa mal por lá.

Então, como dica pros estômagos sensíveis: coloca um floratil na mochila.

Pros estômagos mais sensíveis ainda: evite comer em barraquinhas e vá só em restaurantes confiáveis/limpos, porque sua saúde vale mais que economia. E se você economizar em alimentação, mas passar o resto da viagem passando mal dentro do banheiro, vai ter é jogado todo o dinheiro da passagem fora.

Pros estômagos já traumatizados com tanto sofrimento: se possível, vai só de pizza e burger king (não tem Mc Donald’s), pronto. Não tem erro.

Por sinal, deixo como outra dica bônus que o atendimento no Burger King da Praça Principal (Plaza 24 de Septiembre) em Santa Cruz de la Sierra foi absurdamente rápido, até num dia lotado.

Mas como nem tudo são flores (ainda mais na Bolívia, onde metaforicamente falando toda flor vem acompanhada de 46 espinhos e um inseto gigante venenoso) lá não tem refil de refrigerante.

“Mas eu tô no meio do deserto e só tem esse lugar aqui pra comer essa comida muitíssimo suspeita” – então coma, se for pra evitar morrer de inanição.

Mas evite as coisas mais suspeitas, os sucos que podem levar água suja, os alimentos com mais potencial de fazer passar mal, e tenha o floratil à postos.

E reze.

Aliás, “comer, rezar e amar” poderia ser o lema da Bolívia (só trocar de vez em quando o “amar” por “se lascar” e tá certo).

E falando em se lascar…

Terceira dica (e o terceiro lado ruim da Bolívia):

Se possível, não viaje sozinha pra Bolívia. Aliás, por favor, tente mesmo não viajar sozinha pra Bolívia.

Se mais possível ainda, viaje em grupo.

Claro que você pode ir sozinha e tudo correr maravilhosamente bem (como disse lá em cima, eu que fui especialmente azarada na viagem).

Mas como a Bolívia foi o país na América do Sul em que vivi perrengues mais tensos e em que senti que algumas pessoas pareciam querer realmente extorquir o viajante no valor dos tours (e de várias outras coisas), sinto que devia recomendar: ir acompanhada, embora não seja necessário, pode fazer muita diferença.

O lado ruim da Bolívia e dicas do país
Na Bolívia você não pode nem se distrair que até crocodilo te ataca, ó (foto de um dos lugares que definitivamente fazem parte do lado bom de lá)

Com isso eu não quero te assustar (até porque já falei muito sobre viajar sozinha – leia aqui – e sempre incentivei viagens solo também), mas só deixar como um alerta de que a Bolívia foi o país que senti como mais “difícil” pro turismo na América do Sul, com pouca receptividade ao viajante (já deu pra notar pelos comedores de pão mofado, mas espera que rolou coisa pior, que conto em próximos relatos), muita corrupção e despreparo, falta de higiene, alta tendência ao perrengue, além de preços possivelmente exorbitantes caso você queira fazer um tour e não tenham outras pessoas fazendo o mesmo tour, naquele mesmo dia e mesmo horário, pra dividir contigo.

Ou seja: estar em grupo te ajuda muito a economizar (e como a maioria dos transportes podem levar até 4 pessoas, um grupo de 4 provavelmente é mais chance de sucesso na economia na viagem).

Você pode fazer tudo sozinha no modo roots/extremamente econômico? Pode. Convenhamos que em termos de “poder”, você pode até ir do Rio de Janeiro ao Piauí a pé se quiser (e se tiver pé pra isso).

Mas na Bolívia tem lugares que simplesmente não são acessíveis só pegando um ônibus. Aliás, a grande maioria deles. Nos principais passeios do país, você passa por muita estrada de terra, lama, até por rios, desertos enormes onde pessoas já atolaram e morreram, enfim: se a Bolívia fosse um videogame, não existiria um modo “easy” pra selecionar no jogo.

Na verdade eu diria que conhecer a Bolívia é algo feito no modo “hard” (ou então muito caro, especialmente se você não rachar com ninguém) mesmo.

Ir em boa companhia fez absolutamente toda diferença na viagem, e eu sinceramente não sei nem se teria “sobrevivido” sozinha por lá. E olha que dessa vez eu fiquei só pela região mais fácil de se viajar. A “fase 1” da Bolívia, vamos dizer assim. Sequer encarei o “boss”.

Mas não é um modo hard só pros viajantes. A Bolívia também tá no modo difícil pra quem vive lá.

Outro lado ruim da Bolívia: a situação política

Conversando com um boliviano de Santa Cruz de la Sierra, em determinado momento ele contou em tom de desabafo que a maioria esmagadora das pessoas em Santa Cruz não querem mais Evo Morales no poder. Isso já ocorre mesmo há algum (bom) tempo. Mas os bolivianos simplesmente não conseguem tirar o cara do poder, por conta de uma “ditadura velada”, vamos colocar assim.

O desespero é tão grande, que toda a região “meia lua” do país já quis até se separar da Bolívia, em pesquisas que indicavam mais de 85% de adesão da população à ideia.

Mais de 85%, na região que tem mais de 1/4 da população de todo o país, querendo sair dele. Isso é realmente muita coisa.

o lado ruim e dicas da Bolívia
a Praça Principal de Santa Cruz de la Sierra no dia 1 de janeiro (“meio cheio aqui, né?”)

“Mas o que significa essa ‘ditadura velada’ da Bolívia aí?”

É velada porque Evo nunca chegou lá falando “agora não vai ter mais eleições, cabou”, como quem tira a bola de futebol do play porque não quer mais brincar.

Mas em termos práticos, não existe muita possibilidade de tirar o cara do poder, ou pelo menos não tão cedo.

Primeiro, porque as eleições ocorrem só a cada 7 anos, o que já resulta em 13 anos ininterruptos da presidência só de Evo. Além disso, são extremamente fraudadas (“aqui até morto vota”, o boliviano contou, entre as várias outra coisas tristes que ouvimos naquele dia), a oposição já foi escandalosamente comprada, e as tvs fazem um trabalho excelente em lobotomizar a cabeça das pessoas que venham a acreditar só naquilo que passar em canais abertos.

Pra dar uma noção de como é essa “lobotomização”, liguei a TV, e tava passando algum programa no canal “TV Bolívia” – um canal estatal de lá.

A primeira notícia era sobre alguma desgraça. Logo depois de noticiar a desgraça, surgem pessoas dando “depoimentos” claramente decorados (ou lidos mesmo, de tão robóticos que soam) como “mas Evo Morales está nos ajudando muito a superar, Evo Morales é um santo”.

Muda a notícia. É uma notícia sobre como Evo está sendo incrível, benevolente e maravilhoso com pessoas de uma cidadezinha. Todas dão depoimentos forçados e robóticos sobre como o presidente é um herói.

Muda a cena. Pessoas clamam pela canonização do Evo Morales, contando que ele certamente é um anjo após distribuir pirulito de cereja gratuitamente pra todo um bairro.

Não, tô brincando, essa última não teve.

Mas de forma geral, assistindo toda a propaganda descarada do governo na televisão, a Bolívia quase me pareceu uma versão light da Coreia do Norte.

(E o pirulito que vi na Bolívia não foi de cereja, foi de cana de açúcar. Muito doce e gostoso, por sinal, e tô viciada – mas só eu, ninguém mais gostou e os comentários foram todos de “doce demais”).

Recapitulando todas as dicas da Bolívia até aqui (e acrescentando outras):

  1. Não pega o celular na fila de imigração, pra não levar bronca como eu.
  2. E se prepara pra passar tédio, porque a fila é longa e demorada.
  3. O que me leva à outra dica necessária: chegue com muita antecedência no aeroporto, por conta dessas filas lentas. Tem realmente tanta burocracia que você corre o risco de perder o vôo se chegar mais em cima da hora.
  4. Se prepara também pra aparente falta de receptividade ao turista. Não é nada pessoal (ou é, vai que eles tem um problema pessoal com turistas).
  5. Infecção alimentar lá é quase regra. Bota um floratil na mochila. Evita tomar suco e comer em lugares suspeitos. Na altitude, redobre a atenção (porque a altitude normalmente já dá zaralho na barriga mesmo) e coma menos.
  6. Vá em grupo, se puder. 4 seria o ideal. Se não puder, tudo bem, mas evite ir completamente sozinha. Claro que devem existir casos em que tudo corre bem, mas não vale arriscar sua segurança, além de viajar em grupo tornar a viagem substancialmente mais econômica. E falando nisso…
  7. Se prepara financeiramente pra conhecer muito lugar lindo. Apesar das passagens pra Bolívia (especialmente Santa Cruz) serem baratas, os tours pros lugares mais bonitos não são baratos não.
  8. Ande sempre com todos os seus documentos certinhos, e com dinheiro na carteira pra qualquer emergência e pra evitar problemas com policiais corruptos (isso vai render pano pra outro post).

Conclusão do “lado ruim” da Bolívia:

O que a Bolívia tem de sobra é beleza.

Mas a falta de receptividade de alguns bolivianos, falta de sorrisos, além da falta de higiene, falta de idoneidade e falta de perspectiva de mudanças no país realmente não facilita a vida do viajante que quer descobrir o país, mas pode se sentir um intruso em terra proibida.

Uma terra proibida linda, que eu adoraria voltar e descobrir ainda mais coisas (a Bolívia tem tanta coisa bonita que uma viagem definitivamente não é o suficiente), mas que não sei se me receberia melhor na próxima.

Ainda mais depois de escrever esse relato, tenho a impressão de que aquele moço vestindo verde militar e com cara de quem comeu pão mofado me daria um soco na cara.

dicas da Bolívia
“não conta nada disso pros bolivianos de verde militar no aeroporto, por favor”

Mas vai, sua vez. Quer ir ou já foi pra Bolívia? Voltaria? Viveu muito perrengue ou foi tranquilo? Manda nos comentários sua opinião, e leia agora o relato (também meio sofrido) contando em detalhes o que vivi e como é o Aeroporto Viru Viru, de Santa Cruz de la Sierra, que em regra é a porta de entrada no país.

Daqui a uns dias também vem um relato de todo o lado bom que descobri da Bolívia, especialmente em Santa Cruz (atualizando: já chegou, é só clicar no link!).

Eu gosto de deixar o melhor pro final, nos relatos e nos recheios de biscoito. E no instagram, inclusive, já postei umas palhinhas das boas surpresas que a Bolívia me trouxe:

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Você já jogou Zelda? Se a resposta for "nem sei o que é isso", passe pra segunda parte da legenda traduzida para não-nerds. Mas continuando: esse lugar me lembrou aquelas Fairy Fountains dos jogos. Aquelas fontes lindas onde o personagem recupera o HP quando entra na água _ Versão traduzida para não-nerds: tem um jogo de videogame com um maluco vestido de verde chamado Link – que pessoas chamam de Zelda por engano – onde você recupera a vida dele entrando em fontes lindas iluminadas por fadas. Esse lugar lembra essas fontes aí. E é isso _ Aliás, lembra em todos os aspectos, porque é tão lindo quanto e recupera qualquer energia – que pode ficar bem baixa numa viagem na Bolívia, depois de viver muito perrengue tenso. Faltou só a fada (mas teve herói – e teve Ganondorf em alguns momentos) _ PS para quem teve que ler a versão traduzida: você deveria jogar, joga o Ocarina of Time um dia PS pra quem leu qualquer versão: você deveria conhecer esse lugar, bota o La Rinconada (@larinconadascz) na sua lista quando for pra Bolívia _ #1viagem2visoesBolivia

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Leia agora:

O que fazer em Santa Cruz de la Sierra na Bolívia: os passeios mais lindos (sério, LINDOS) na cidade

Um relato sofrido do aeroporto Viru Viru na Bolívia

E aqui tem um vídeo com 11 coisas que você vai ver no leste da Bolívia, só dar o play:

12 comentários sobre “O lado ruim da Bolívia (ou “dicas pra se lascar menos do que eu na viagem”)

  1. Na minha expedição quero passar pelos 12 países da América do Sul + Guiana Francesa. No Brasil eu já tô, então já tenho uma estrelinha. Mas não sei como vai ser pra passar pela Bolívia do Evo e muito menos pela Venezuela do Maduro. Como tô procurando por histórias pra contar, sei que lá teriam muitas, provavelmente as mais marcantes do percurso, pela realidade dos países, então acho que vou ter que ir lá mais com meu lado jornalista do que com o mochileiro. Vamos ver quando chegar a hora (até pq não sei até onde vou conseguir chegar nessa viagem kkkkk).

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    1. Vai chegar longe na viagem que eu sei! E a América do Sul é surpreendente, cê vai gostar demais! ❤️ A Bolívia foi onde me senti menos “acolhida” por assim dizer, por isso que recomendei se possível buscar companhia pra descobrir o país (talvez alguém que cê esbarre no caminho pela expedição mesmo!), mas tem muita coisa linda pra ver lá, e cê vai voltar com relatos incríveis! A Venezuela também tenho o receio de como seria (especialmente Caracas, acho que não encararia tão cedo… Mas as praias paradisíacas lá pra cima talvez) e fico triste por ser um dos destinos absurdamente lindos do nosso continente vivendo uma situação tão sofrida que repele o turismo 😢 mas nos traga seu olhar jornalístico (e se cuida direitinho/bota o Floratil na mochila/fica sempre com todos os documentos/dá sempre notícias/vai com cuidado, pls)! Muuuito obrigada pela leitura e comentário, feliz de ler!

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  2. Cristina estaba esperando su experiencia en Bolivia y es una pena realmente que los hayan tratado así en su llegada Bolivia! Algo que mencionar es que no solo a los turistas tratan así en migración, si no a todos, me incluyo las innumerables veces que nos han tratado así, como nos han abierto todas las maletas y su trato! Es realmente vergonzo y lamentable.
    Si tienen la oportunidad de volver, espero que puedan conocer muchos lugares hermosos de Santa Cruz, (como Samaipata que tiene mi corazon) y que conozcan a los cruceños con corazón de oro y dispuestos a recibirlos siempre.
    Saludos!

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    1. Giiina! Me encanta leerte aquí! Fue una bendición conocerte, la persona más gentil que conocemos en el viaje (usted y todos de La Rinconada), un aliento en esos momentos duros! Se que volveré, los paisajes me encantaron (a pesar de no tener suerte en el aeropuerto y con policías en la estrada 😦 ) y hay tantas cosas hermosas en Bolivia y Santa Cruz. Muchísimas gracias por su lectura y comentario! En la tercera parte del relato que publico en algunos días escribí de lo que conocí en Santa Cruz de la Sierra y justamente de usted! Saludos!

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      1. Estou na Bolívia agora e sozinha! Tive bem mais sorte que você em termos de recepção e fila, mas realmente o país não tem lá a melhor estrutura pra recepção de turistas! Ainda não fui a Santa Cruz (pousei lá e peguei o vôo pra Sucre no mesmo dia, não conheci a cidade), mas adorei seu post com dicas de lá e vou tentar ir no máximo de lugares que você indicou!

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      2. Aaah, que delícia que você gostou, Ana! Muito obrigada, me deixa feliz mesmo de ler isso! Se puder dê mesmo uma chance pra Santa Cruz, a cidade tem bastante coisa bonita pra conhecer lá e nos arredores! Gostou de Sucre?! Obrigada pelo comentário e volte sempre por aqui! (e sim, eu fui especialmente azarada na viagem hahahaha)

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  3. Eu não tive problema nenhum na Bolívia, nem de ser mal recebido, nem de passar mal com comida, nem nada. Não cheguei no aeroporto de Viru Viru, mas fiz a travessia de dias pelo deserto, me hospedei em Uyuni, viajei de avião para La Paz, de ônibus para Copacabana e de barco para a Isla del Sol. Tudo bem tranquilo. Acho que isso é um desses casos de dar azar com tudo mesmo. Por exemplo, já vi pessoas sendo xingadas por pegar o celular na fila de imigração em outros países (é proibido em todos, eu acho) e já peguei filas rapidíssimas e de horas no mesmo aeroporto de Nova York. Mas as dicas valem a pena mesmo assim 😉

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    1. Ca-ra-ca, você foi um dos abençoados! 🤣❤️ Me empresta seu amuleto! A Bolívia é linda e eu gostaria de voltar numa versão com muito mais sorte e muito menos perrengue um dia (sobre a proibição eu não fazia ideia porque usei o celular na fila em todos os países que fui até hoje e não levei coça, devo ter tido sorte em todos menos na Bolívia)

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  4. Até onde eu sei é proibido usar celular em todas as imigrações. No Chile fui avisada (avisada mesmo, e não esculachada) sobre isso e na Argentina também. Vamos agora em maio pra Bolívia e entraremos por VVI, já estou preparando a mochila e esperando a tão demorado imigração boliviana em Santa Cruz. Oremos. kkkkk

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    1. Hahaha aaah, muito obrigada, Milena, que coisa gostosa saber que os posts tão sendo úteis!!! Olha, um restaurante muito recomendado lá, especialmente pra quem quer experimentar comidas típica é o “Casa del Camba”! O restaurante do parque La Rinconada também tinha um prato típico e muito farto que achei delicioso (e dava pra umas 200 pessoas, de tão grande que era… sério) e agora não lembro o nome do prato, que droga hahahah vou tentar lembrar e editar aqui! E tem vários restaurantes legaizinhos na Plaza 24 de septiembre e arredores (o próprio Burger King tem seu charme, tem ares diferentes dos que a gente conhece ahahha)! Mas olha, em Santa Cruz o problema de passar mal é bem reduzido em comparação com outras cidades da Bolívia, vai tranquila! E boa viagem! Quando voltar me conta como foi e se descobriu uns quitutes legais por lá!!! Volte sempre por aqui!

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