A experiência nas Islas Ballestas (ou “como é estar num documentário do Nat Geo Wild”)

Isso aqui pode ser novidade pra algumas pessoas, mas o Peru, além de tudo mais de maravilhoso que tem, ainda me inventou de ter um conjunto de ilhas fascinantemente habitadas só por lobos-marinhos, pelicanos, golfinhos, pinguins e centenas de outros animais (boa parte em extinção), além de estruturas rochosas ultra interessantes no meio do mar.

Se chamam Islas Ballestas, e fazem facilmente o queixo de uma pessoa cair (fizeram o meu, embora eu não seja bom padrão de comparação, que fico fascinada fácil, ainda mais se tiver lobo-marinho no meio).

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um dos habitantes posando pra gente (e lá no fundo os outros curtindo uma “praia”, que é SÓ DELES)

Essa descrição fez das Ilhas Ballestas um dos pontos que marquei desesperadamente no “TENHO QUE IR” da minha vida. E foi bem acessível (partindo do porto de Paracas), não muito caro, e tranquilinho chegar lá.

A tranquilidade só não é muito real nos momentos em que o barco pula, porque vai estar em alto-mar, e consequentemente pegar umas ondinhas safadas. Mas esse detalhe foi BEM DIVERTIDO – apesar de meio assustadorzinho às vezes – e só acrescentou na emoção do passeio (você vai estar de colete salva-vidas, eles dão pra todo mundo).

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eu mencionei que lá tem estruturas interessantes no meio do mar, mas a verdade é que acho TODA estrutura rochosa no meio do mar impressionante, fico bem bobona vendo isso aí

De bônus, no caminho pras ilhas ainda dá pra contemplar o “Candelabro”, que é como uma “palhinha” das linhas de Nasca, nas dunas do deserto (olha isso, cara, o Peru é muito maravilhoso, você tá indo pra uma ilha de lobos-marinhos e pelicanos, e esbarra com um deserto que tem um hieróglifo misterioso no meio do caminho, p*ta m*rda), com uma história bem intrigante – a começar pelo fato de que o vento NUNCA TIRA AQUELE DESENHO DA AREIA.

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Como eu acho lobo-marinho uma criatura ridiculamente encantadora (quem não acha?), assim que chegamos na parte em que já dava pra avistar eles nadando com toda desenvoltura no meio das ondas, acompanhando o barco, já me deu uma emoçãozinha gostosa, e eu sorria sem parar, feito uma bocó.

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Eles também POSAM pros visitantes tirarem fotos, e dormem muito tranquilos e gostosamente nas pedras, tomando um solzinho.

Ver os animais no habitat natural é uma experiência realmente mais gostosa e emocionante do que ver eles em qualquer outra situação.

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Por sorte fomos justamente numa época de nascimentos, e ainda pudemos contemplar centenas de lobos-marinhos bebês, tentado aprender a nadar, e reclamando bastante. O som que eles emitiam me faziam ter certeza que a tradução seria “tá gelada essa água, meu Deus, e essas ondas ainda ficam batendo na minha cara aqui, não quero isso não”.

E esse som que eles fazem, modeuso… como é mágico ouvir todo aquele “coro” animalesco… Aliás, durante todo o tempo se tem uma experiência de sons, visões e cheiros bem “selvagens”, por assim dizer.

Por conta disso, tem gente que não gosta, inclusive. Pode voar muita pena na cara das pessoas, e o cheiro incomoda uma galera, mas não foi nosso caso. Eu só conseguia achar mágico.

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Também dá perfeitamente pra fazer uma dobradinha de Islas Ballestas – Reserva de Paracas, se você acordar bem cedinho. É só pegar o primeiro horário possível da saída pras ilhas (7:30, se não me engano), e assim que voltar pro porto, seguir direto pro deserto. O valor do passeio aumenta pouco, acho até que vale mesmo comprar ambos logo. Com sorte ainda sobra tempo pra fazer mais coisa no fim da tarde e de noite (não foi nosso caso, infelizmente).

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  1. Como eu chego nas Islas Ballestas?

    É bem moleza se você estiver em Ica, Huacachina ou Paracas (mais fácil ainda). O que muda é que se você estiver em Ica ou Huacachina, vai ter que acordar BEM mais cedo, pra fazer sua viagenzinha pra Paracas, e de Paracas pegar o barco (o primeiro costuma sair às 7:30).

    Tem muitos serviços que incluem, além do barco, buscar você onde estiver, e levar pro Porto de Paracas pra pegar o barquinho.

  2. O que que eu levo pro passeio? Além de se encher de protetor solar, chapéu também é um negócio bem importante, porque vai ter sol na sua cabeça durante todo o passeio (acho que já falei bastante sobre a “importância” de chapéu em viagens), e é bom lembrar que aqueles milhares de pássaros podem presentear sua cabecinha também. Óculos escuros também são uma ideia boa.

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  3. Qual a melhor época pra ir pras Islas Ballestas? Escolhe a desvantagem que te dói menos: se você for no inverno, vai ver muito mais dos animais, mas em compensação pode morrer de frio e encarar um mar bem revolto. Já de janeiro a abril o clima é beeem agradável, mas tem muito menos animais, porque eles costumam procurar águas mais geladinhas (malucos).

    Nas fotos aí em cima dá pra ver que tem MUITOS, e fomos em março. Sempre vão ter muitos, mas isso dá uma noção da quantidade absurda que deve ter no inverno, e deve ser bem sensacional ver isso.

    Qualquer outra dúvida ou comentário fica à vontade pra mandar aí embaixo! E siga o 1 viagem, 2 visões no facebook também, rola uma alegria danada aqui a cada novo seguidor!

    Pra mais relatos e dicas do Peru: é só ver todo o compilado aqui (ou mandar seu comentário com a dúvida)!

3 comentários sobre “A experiência nas Islas Ballestas (ou “como é estar num documentário do Nat Geo Wild”)

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